Os vários tipos de espumante são ideais para acompanhar conquistas e celebrações. E nada melhor do que marcar os momentos especiais com uma bebida que tem cara de festa! 

No Brasil, ainda contamos com um motivo a mais para incluir os espumantes na carta, já que a bebida cai bem para refrescar os dias de calor em grande estilo.

Mas você sabe quais são os tipos de espumante, como eles são feitos e quais são as principais recomendações na hora de servir e consumir? Nós vamos ajudar na resposta.

Confira este conteúdo que a UVVA preparou especialmente para você, com a ajuda do enólogo Antônio Mendes, responsável pela gestão das fermentações da vinícola UVVA.

Tipos de espumante de acordo com o método de produção

Existe uma grande variedade de tipos de espumantes. Eles podem ser divididos tanto pelo método de produção quanto pelo açúcar na composição. 

“De modo geral, os espumantes são elaborados a partir de duas fermentações. Na primeira, transformamos o mosto ou suco da uva em um vinho-base, que será submetido a uma segunda fermentação. Para essa segunda fermentação ocorrer, precisamos oferecer as condições ideais, então adicionamos uma pequena quantidade de açúcar, que será utilizado pelas leveduras para produzir o dióxido de carbono, uma das principais características dos vinhos espumantes”, explica Mendes. 

No entanto, cada bebida pode ganhar características específicas a partir do método aplicado na fabricação.

Entenda, a seguir, sobre os métodos de produção de espumantes.

Método Charmat-Martinotti

Este método, geralmente utilizado para produzir vinhos jovens, frescos e frutados, consiste em promover a segunda fermentação do vinho base em grandes tanques de aço inox pressurizados, chamados de cuves ou autoclaves. 

A ideia da segunda fermentação em tanques foi proposta em 1895 pelo italiano Federico Martinotti, e o método foi patenteado em 1907 pelo engenheiro francês Eugène Charmat. 

Por isso, é comum identificar o método pelo sobrenome de ambos os especialistas.

Método champenoise ou tradicional

O método champenoise tem como principal característica a realização da segunda fermentação do vinho baseado na própria garrafa em que a bebida será comercializada. 

O nome remete à produção de vinhos da região de Champagne, na França, e só pode ser utilizado para se referir a essas bebidas por conta dos direitos de DOC (Denominação de Origem Controlada). 

Em outras regiões do mundo, a técnica é descrita como tradicional.

Método de transferência

Semelhante ao champenoise, o método de transferência se difere principalmente por devolver o conteúdo das garrafas após a segunda fermentação a um tanque de inox, onde a bebida é mantida sob pressão para só depois passar por uma filtragem. 

O procedimento é comum na fabricação de vinhos que são engarrafados em tamanhos não convencionais – muito pequeno ou muito grande –, que ganham menos intensidade de aromas e sabores.

 

Tipos de espumante de acordo com o açúcar na composição

Nesse caso, os espumantes são classificados em diferentes categorias. A nomenclatura que define a qual “família” a bebida pertence está relacionada ao volume de açúcar adicionado ao vinho-base. 

Os tipos de espumantes são:

  • Espumante Nature
  • Espumante Extra-brut
  • Espumante Brut
  • Espumante Sec
  • Espumante Demi-sec
  • Espumante Moscatel

A seguir, aprofunde-se sobre cada um deles.

Espumante Nature

A designação “nature” indica que não houve adição significativa de açúcar após a fermentação, resultando em um produto mais seco e menos doce. O teor de açúcar residual em um espumante Nature é inferior a 3 gramas por litro, podendo ter zero residual de açúcar.

Espumante Extra-brut

Espumantes Extra-Brut apresentam uma quantidade de açúcar que pode variar de 3,1 a 8 gramas por litro. Embora seja consideravelmente seco, não atinge a extrema secura característica do tipo “nature”.

Espumante Brut

Variação do Extra-Brut, também carrega o termo francês para algo “bruto” ou “em seu estado natural”. Os espumantes brut também são bebidas secas, porém aqui a quantidade de açúcar já é um pouco maior, ficando entre 8,1 e 15 gramas por litro.

Espumante Sec (ou Seco)

Com uma concentração de açúcar residual entre 15,1 e 20 gramas por litro, o espumante categorizado como seco surpreende, pois, apesar do nome, exibe um perfil de sabor equilibrado, com uma doçura moderada. 

Espumante Demi-sec

Conhecido também como “meio seco”, esse tipo de espumante exibe uma ampla faixa de teor de açúcar, situando-se entre 20,1 e 60 gramas por litro. Essa considerável variação pode resultar em perfis de doçura distintos entre rótulos de diferentes marcas.

Espumante Moscatel

Como o tipo mais doce, o espumante Moscatel apresenta uma concentração de açúcar superior a 60 gramas por litro. O sabor marcante e prontamente perceptível é uma característica da Moscato, família de uvas brancas e rosadas conhecidas pelo dulçor.

Influência da temperatura ao servir o espumante

“A percepção dos aromas em vinhos espumantes já é naturalmente potencializada pelo desprendimento de gás carbônico quando a bebida é colocada na taça, isso acaba conduzindo as notas aromáticas até os nossos sentidos. Entretanto, a temperatura influencia muito na experiência”, assegura o enólogo Antônio Mendes.

O especialista recomenda que os espumantes sejam servidos a uma temperatura de 6 graus e alerta para não cairmos na tentação de deixar a bebida gelar além da conta, mesmo nos dias mais quentes. 

“Com a temperatura abaixo de 6 graus, a experiência ficará menos intensa porque as baixas temperaturas diminuem a volatilidade dos elementos que carregam as substâncias aromáticas”, lembra.

Vale salientar que a temperatura também influencia na percepção da acidez do espumante, que se forma principalmente em função dos ácidos orgânicos naturais da própria uva. Quanto mais gelado, menor será a percepção da acidez. 

Sendo assim, a temperatura correta é a chave para termos um produto sensorialmente equilibrado.

O que observar na degustação de um espumante?

No momento de levar o espumante da garrafa à taça, o primeiro ponto que chama a atenção, antes mesmo da degustação, é a parte visual. É quando observamos a coloração do produto que, no caso dos espumantes elaborados pelo método tradicional, vai variar entre o amarelo-palha e o amarelo-dourado. 

Também é preciso considerar a limpidez e a perlage. A limpidez corresponde à transparência e à ausência de partículas ou sedimentos no líquido. Por sua vez, a perlage refere-se à efervescência ou às bolhas presentes na bebida.

“No caso da perlage, é interessante observar as bolhas que percorrem o corpo da taça e sobem até a borda, observando o volume, a constância e o diâmetro. O ideal é que sejam pequenas”, ressalta Mendes.

Uma perlage fina e persistente, com bolhas numerosas subindo constantemente do fundo da taça para a superfície, tende a ser um indicativo de um espumante de qualidade, proporcionando uma experiência efervescente agradável ao paladar.

Os diferentes tipos de taça e a interferência na degustação

As taças mais comuns para a degustação de espumantes são as chamadas flûtes, cujo nome vem do francês “flauta”. 

O corpo alongado e a borda estreita ajudam a concentrar sabores e aromas e a conter a perlage, mantendo a efervescência da bebida por mais tempo. Também são indicadas as tulipas, que se assemelham às flûtes, com a diferença de que seu corpo não é retilíneo, ganhando o formato de um pequeno balão.

Entretanto, nada impede que um espumante seja apreciado em uma taça do tipo Bordeaux, padrão mais utilizado para o serviço de vinhos tintos e brancos tradicionais. Há, ainda, a opção das taças vintage ou coupe, com bojo e borda largos – aquelas que costumam aparecer em filmes antigos, lembra? 

Enfim, não há regra. Basta saber que cada tipo de taça irá proporcionar uma experiência diferente de degustação.

Tipos de espumantes UVVA: como é feita a produção

A UVVA utiliza o método tradicional para produzir seus espumantes, o Nature e o Extra Brut. Para explicar sobre o processo, o enólogo Antônio Mendes conta que ao vinho-base é adicionada uma pequena quantidade de açúcar e levedura; em seguida, o vinho é engarrafado. 

Essas garrafas são fechadas com tampas do tipo corona, semelhantes às de cerveja, e conduzidas à cave ou a uma câmara fria, com temperatura controlada.

“O açúcar será consumido pelas leveduras, e um dos produtos secundários da fermentação é o gás carbônico, que é o que dá a perlage do espumante. Essa fermentação ocorre de forma lenta, justamente por conta da temperatura mais baixa, entre 15 e 17 graus. A temperatura de fermentação tem influência principalmente na qualidade da perlage”, detalha Antônio.

Depois que as leveduras terminam de consumir o açúcar adicionado, elas começam a “morrer”. É quando se inicia o processo de maturação dos espumantes. Os períodos de 18 ou 24 meses de autólise são contados a partir do fim da segunda fermentação. 

“Chegado o fim do período de autólise, precisamos deixar o espumante límpido, retirando os resíduos de leveduras. Aí entra o processo de remoagem, que é simplesmente a condução das borras para o bico da garrafa. Ali as borras são congeladas, a tampa corona é aberta e a pressão natural interna da garrafa expulsa esse bloco congelado”, descreve.

O próximo passo é adicionar o licor de expedição. É nesse momento que os espumantes são classificados de acordo com as categorias nature, extra brut, brut, sec ou demi-sec

Depois do licor de expedição, a garrafa é fechada com a rolha de cortiça e a “gaiola”, que tem a função de segurar a pressão interna. 

 

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Além das produções de vinhos brasileiros tintos e brancos de alta gama, a UVVA entra para o rol dos espumantes em grande estilo, com dois exemplares que carregam o terroir de Mucugê, na Chapada Diamantina.

Espumante Nature

Elaborado por meio do método tradicional, partindo de um vinho com 60% de Chardonnay e 40% Pinot Noir com 18 meses de autólise na cave da vinícola, com interferência mínima e mantido em condições de equilíbrio e temperatura controladas. 

O resultado é um vinho de brilho intenso, complexidade aromática e elegância, coloração amarelo-palha com transição para amarelo-dourado. 

Sua refrescância vem de uma perlage persistente, intensa e fina.

Espumante Extra-Brut

Resultado de um blend de uvas Chardonnay e Pinot Noir em igual proporção, colhidas em nosso próprio vinhedo. É sinônimo de sabor e aroma equilibrados.

Seu amarelo-vivo, com nuances esverdeadas, mostra que complexidade e leveza podem se encontrar em uma mesma garrafa. 

Sua refrescância vem de uma perlage fina, elegante e exclusiva.

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